24.9.15

Grupos de cultura popular participantes





No domingo, 27 de setembro, a programação terá início com o Cortejo de Cultura Popular, que sairá pelas ruas de Teófilo Otoni com saída a partir da Igreja Matriz de Imaculada Conceição. Confira alguns dos grupos do Vale do Mucuri e Jequitinhonha, entre folia de reis, batuques e bois, que irão se encontrar nesta grande celebração.

- Grupo Folclórico Os Coquis, da cidade de Rubim

- Os Meninos e o Boi, de Rubim

- Boi de Janeiro de D. Elza Có, da cidade de Jequitinhonha

- Boi de Janeiro Carrapicho, de Jequitinhonha

- Batuque dos Quilombolas de Ouro Verde de Minas, da cidade de Ouro Verde de Minas

- Batuque de Pai João Preto, de Teófilo Otoni

- Grupo de Batuques do Córrego Norte, de Santa Helena de Minas

- Folia de Reis Maria do Bode, da cidade de Almenara


OBS: Imagem ilustrativa.

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23.9.15

Debates em Destaque



Os debates prometem ser um dos pontos altos desta primeira edição do Encontro Mineiro de Cultura Popular. Realizados no miniauditório do NIPE no Campus Mucuri da UFVJM, contarão com as presenças de pesquisadores, gestores culturais, representantes do poder público e das comunidades e grupos de cultura popular.

O credenciamento será iniciado às 08h30. Ao longo do dia serão realizadas duas mesas. A primeira, prevista para as 09h, tem como tema “Identidades no Vale do Mucuri”. Ela é norteada por duas perguntas fundamentais: O que é ser quilombola ou indígena no Vale do Mucuri? O que é ser do Vale do Mucuri?  

A segunda temática, com o debate previsto para as 15h, será “Rumos e Resistências”. Esta mesa buscará respostas para outras duas perguntas: Quais são as políticas, propostas para o fomento, promoção e salvaguarda das culturas populares por parte do poder público? Quais as estratégias de sobrevivência e as resistências das comunidades e de suas tradições?

Abaixo, um resumo de cada temática com o breve currículo dos debatedores:

9h – Debate: Culturas Populares e Tradicionais: Identidades no Vale do Mucuri

- Debatedores:
. Márcio Achtschin - Professor da UFVJM e pesquisador da história, sociedade e processo de ocupação do Vale do Mucuri;
. Deolinda Santos - Professora e Conselheira Estadual de Política Cultural, na cadeira de Patrimônio Material e Imaterial, e pesquisadora das culturas populares;
. Joca Quilombola - Liderança da comunidade quilombola de Santa Cruz de Ouro Verde de Minas;
. Isael Maxakali - Professor e cineasta, representante da Aldeia Verde do Povo Maxakali.

- Coordenação:

. Bruno Bento – Conselheiro Estadual de Política Cultural e Diretor da Associação Mucury Cultural.

15h – Debate: Culturas Populares e Tradicionais: Rumos e Resistências

- Debatedores:
. Guilardo Veloso - Chefe da Representação do Ministério da Cultura em Minas Gerais.
. Alba Dutra – Gestora do Ponto de Cultura Folias da Cultura e pesquisadora das culturas populares;
. João Batista Miguel - Superintendente de Interiorização e Ação Cultural da Secretaria de Estado de Cultura;
. Mauro Quilombola - Liderança da comunidade quilombola de Santa Cruz de Ouro Verde de Minas;
. Suely Maxakali - Presidente da Associação Maxakali de Aldeia Verde;

- Coordenação:
. Talles Lopes - Produtor e gestor cultural, representante do Fórum Permanente de Cultura de Minas Gerais.


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Cânticos da Cultura Popular do Mucuri

Equipe do Globo Rural na comunidade de São Julião, distrito de Teófilo Otoni.


Quilombolas, rezadeiras e lavadeiras se encarregam de transmitir e preservar, por meio de cânticos, as tradições absorvidas e transformadas no Mucuri. Com influências advindas de diversas partes de Minas Gerais e até de outros estados como a Bahia e Rio de Janeiro, essas manifestações culturais são extremamente peculiares. Elas miscigenam diferentes ritos, mitos e crenças em um tipo de sabedoria popular única que servem ao acompanhamento dos ritos religiosos, a celebração dos frutos da terra durante as lavouras ou para a narrativa da história de cada comunidade.

Veja o vídeo com o grupo de Batuque de Pai João Preto, exibido pelo Globo Rural, com exemplos dos cânticos e das tradições da Folia de Reis: http://goo.gl/FddscV. Conheça um pouco da beleza dos cânticos populares do Vale do Mucuri.





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4.9.15

Faça parte deste encontro!

 

Ceramista Nasser Gazel 2- Foto Renato Teixeira

O Encontro Mineiro de Cultura Popular quer montar um banco de imagens com a sua participação! Envie fotos e vídeos que você tenha coletado ao longo dos últimos anos, com imagens dos grupos de cultura popular do Vale do Mucuri. Vamos publicar no blog do evento para que todos possam conhecer as celebrações organizadas pelas comunidades que preservam e difundem nossas raízes ancestrais.

Envie as imagens para contato@mucurycultural.org, mas não se esqueça de dar crédito ao autor do vídeo ou fotografia, e ainda de citar o local, data aproximada e o nome do grupo de cultura popular retratado. Ao final do evento vamos divulgar uma galeria de imagens que servirão para o trabalho de jornalistas, pesquisadores e admiradores da cultura do Mucuri.

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O Encontro Mineiro de Cultura Popular


As culturas populares são as formas pelas quais as comunidades se relacionam com o mundo, com seu ambiente, e suas expressões se dão por meio de inúmeras manifestações, como a música, o artesanato, a religiosidade, a cultura alimentar e a forma como se vestem, seus sotaques e casos. As culturas populares são como as comunidades espontaneamente digerem a realidade, criando sua própria visão de mundo.

Entretanto, essas culturas ainda são quase invisíveis, seja pela ausência de políticas públicas que dêem conta de suas identidades e complexidades , seja pelo desprezo dos grandes meios de comunicação. Mesmo assim, são as culturas populares que inundam o mundo com seus repertórios, cores e sabores.

O Encontro Mineiro de Cultura Popular, cumprindo os objetivos do Plano Setorial das Cultura Populares, pretende debater e celebrar a diversidade cultural de que é composto o Vale do Mucuri.

O Encontro acontecerá entre os dias 25 e 27 de setembro de 2015 e terá na programação debates, cortejo de grupos da Cultura Popular (guardas de congado, folias, etc.), apresentações de grupos culturais e shows musicais. Toda a programação será gratuita. 

Vivemos um ambiente bastante propício para o debate sobre as identidades que formam o Mucuri, a contribuição da diversidade das comunidades e povos que constroem essa região. A participação das comunidades tradicionais, principalmente as quilombolas e indígenas são fundamentais para o sucesso deste encontro e dos seus desdobramentos, maior intercâmbio entre as comunidades, maior visibilidade e a inclusão da pauta das culturas populares na agenda política local e regional, fundamentais para o reconhecimento, fortalecimento e promoção das identidades.

O Encontro foi viablizado por meio de projeto aprovado no edital 2013 da Lei Estadual de Incentivo à Cultura de Minas Gerais, será realizado pela Associação Mucury Cultural, Lapa Ação Cultural, Prefeitura Municipal de Teófilo Otoni, através da Secretaria Municipal de Cultura, tendo sido patrocinado pela Petrobras/Governo Federal, apoiado pelo IDENE, Cimos-Mucuri/MPMG e UFVJM.

Convidamos à população em geral para participar da programação de debates, shows e cortejo de grupos de cultura popular do Vale do Mucuri e do Jequitinhonha.
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Um pouco de história...

Grupo Pai João Preto de São Julião, Grupo Folclórico Folia de Santo Reis Imaculada Conceição (grupo da Dona Joaninha), a Folia de Bom Jesus e de São Sebastião da comunidade quilombola de Marques em Carlos Chagas, estes e outros tantos núcleos das cultura populares do Vale do Mucuri têm origem com as correntes migratórias do século XIX. No Vale do Mucuri os negros, ex-escravos, muitos imigrantes provenientes do Vale do Jequitinhonha e Sul da Bahia e imigrantes europeus encontram-se com remanescentes de povos indígenas como os Boruns (Botocudos) e os Maxacalis. Eles vão em busca de terras, de melhores condições de vida, ou para frentes de trabalho como surgida com a construção da estrada de Santa Clara, da Companhia de Commercio e Navegação do Rio Mucury, depois da Estrada de Ferro Bahia e Minas e finalmente na construção da Rio-Bahia.

Estes povos ocupam o território em pequenas comunidades e trazem consigo as tradições da cultura popular, transmitidas de forma oral de geração a geração, muitas delas forjadas na fé em agradecimento e devoção a santos católicos e a outras entidades espirituais. A cultura tradicional desenvolveu-se no seio de vilarejos rurais, com fortes núcleos familiares, onde mantêm os laços afetivos, sociais e de resistência cultural das minorias étnicas.

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